Em 1986, tínhamos uma bela fazenda em São Simão, na região de Ribeirão Preto, a Fazenda São Bento.
Foi onde e quando meu pai presenteou-me com algumas éguas da raça Mangalarga Marchador, com as quais comecei a criar cavalos com o sufixo do Jeas.

A sede da fazenda, ficava no alto de uma colina, em cuja varanda, muitas vezes meu pai e eu jogávamos conversa fora, falando de cavalos. Num desses papos meu pai decidiu-se a também ter seu criatório, coincidentemente, estávamos no inverno e o por do sol nesse dias, era magnífico. Uma bola de fogo caia sobre as montanhas que rodeavam o vale onde se situava a fazenda, transformando-o numa tela que Deus pintou em cores brilhantes de tom vermelho e inspirou-nos a nominar o seu haras de Tropa do Vale Vermelho.


Da mesma forma, por essas maravilhas da natureza, a lua cheia iluminava o mesmo vale com seus matizes prateados, daí pensamos em criar cavalos no Vale da Prata. Isto aconteceu nos idos de 1988.


Nas nossas andanças, meu pai e eu, procurando animais para comprar, visitamos o criador Adair Benedini “do Picadão”, que pelo cavalo tornou-se um bom amigo nosso. Nessa visita encantei-me por uma potrinha Alazã, ao pé da mãe ainda mamando, Dalila do Picadão saltitando e marchando tal uma gazelinha.


Meu faro não me enganou ela cresceu linda e majestosa transformando-se na melhor doadora de embriões que já tivemos nos Haras do Vale da Prata e na Tropa do Vale Vermelho.

   Fazenda São Bento
 
   Dalila do Picadão c/ Thalia do VP ao Pé
   

Algum tempo depois, decidi-me a criar também o Cavalo Pampa, foi quando entrou no nosso criatório a Belinha da Bela Aliança, um eguaço pampa muito estruturada, com um diagrama de marcha diferenciado.

Vive e reproduz até hoje com seus 27 anos de vida.

Matriarca Belinha da Bela Aliança na Fazenda São Bento


Essa égua deu origem a praticamente todos os animais pampas do vale da prata. Seus primeiros cruzamentos, foram com o garanhão Estância Arco-Íris Bandolin, adquirido do grande criador e saidoso amigo Pedro Gabriel Balbi de Queiroz.

Estância Arco Íris - Bandolin

O segundo garanhão a padreá-la foi o Estância Arco Íris Eros, que nos deu uma prole que preservo até hoje, com animais de morfologia diferenciada.


Estância Arco Íris Eros
Vanessa do V.P. - EAI Eros em Belinha da Bela Aliança

Participando do nosso sucesso tive o concurso do grande reprodutor Banjo do Solarzinho, cavalo de rara beleza, de morfologia e aprumos impecáveis.

Banjo do Solarzinho

 

Paralelamente à utilização do banjo do solarzinho, contribuiu muito para a formação da nossa tropa, o raçador Balote A.C. que tanto contribuiu para formar a raça Pampa, no Brasil.

ìndia do Capitólio aos 25 anos


Balote A.C. deixou no Haras Vale da Prata a grande maioria das éguas de pelagem pampa, que integram o nosso time de matrizes e doadoras. Deixou também o garanhão Urupá do Vale da Prata campeoníssimo de pista e excepcional reprodutor.

 
Balote A.C. aos 2 anos e meio
Balote A.C. em Santo Antônio do Amparo

 
Urupá Vale da Prata
Urupá Vale da Prata

Sem nunca preocupar-se com modismos e opiniões o Haras Vale da Prata sempre priorizou os cruzamentos de animais extremamente marchadores.

Hoje, buscando sempre um andamento mais avante e melhor articulado, mas sem perder a comodidade, estamos cobrindo nossas éguas com o garanhão negro Turbante de Ituverava e com o de pelagem pampa Oxossi da Tooday, ambos de origem JB.

Num futuro bem próximo, entrará também na reprodução do nosso haras o cavalo negro Ogum Ieiê do Vale da Prata, filho do grande raçador, tricampeão nacional de progênie de pai Seiko LJ. em seguida virá Olhar do Vale da Prata, potro oitava geração pampa de preto descendente direto e fechado em Sincero JB.


 
José Eduardo Arnaldi Simões Filho
 
Localização: clique para ampliar
Google Maps